Na manhã de 2 de setembro, a Praia do Campeche, em Florianópolis, devolveu à areia alguns peixes espada já sem vida. Este é um deles, e em vez de se perder, ganhou permanência no papel. Com o corpo em forma de fita, prateado e quase sem escamas aparentes, o peixe espada desafia a impressão, e o resultado é um registro delicado de uma das espécies mais singulares da nossa costa. 🐟
A impressão foi feita com a técnica tradicional do gyotaku: a tinta Sumi é aplicada direto no peixe e o papel é pressionado à mão sobre o corpo dele. O papel utilizado é o kozo, um washi japonês de fibras longas, fino e flexível, que se molda a cada curva do peixe e absorve a tinta de forma delicada, registrando escamas, nadadeiras e linhas com uma riqueza de detalhes que um papel comum não alcança. A leve translucidez do kozo ainda dá à obra uma textura viva, quase como se o peixe estivesse ali.
É uma obra original e única: não existe outra igual.