Coletada à mão em mergulho de apneia em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, no dia 19 de fevereiro de 2026, esta vieira ganha aqui um papel mais amplo, onde o leque da concha respira com mais espaço ao redor. Muito apreciada na gastronomia como coquille Saint Jacques, a vieira tem uma geometria que parece desenhada à mão, e o gyotaku transforma esse desenho natural em arte. 🌊
A impressão foi feita com a técnica tradicional do gyotaku: a tinta Sumi é aplicada direto na concha e o papel é pressionado à mão sobre ela. O papel utilizado é o kozo, um washi japonês de fibras longas, fino e flexível, que se molda a cada relevo da concha e absorve a tinta de forma delicada, registrando cada sulco e cada linha com uma riqueza de detalhes que um papel comum não alcança. A leve translucidez do kozo ainda dá à obra uma textura viva, quase como se a vieira estivesse ali.
É uma obra original e única: não existe outra igual.